quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Empresa em 2010


Por Sebastião de Almeida Júnior

A partir de janeiro de 2010, vou fazer aquela dieta alimentar que o cardiologista vive recomendando há anos, os exercícios físicos que o ortopedista prescreveu e a leitura dos grandes autores da literatura brasileira que meu professor indicou há décadas.
Ou seja, vou cumprir todas as promessas que venho fazendo durante os últimos dez anos.
Alguém ainda acredita nisto? Ninguém! Nem eu.

Da mesma forma, o corpo de gestores e profissionais da empresa Dias & Dias Protelando não acredita mais nas promessas que o seu diretor geral faz durante todas as convenções de vendas (geralmente realizadas no final de ano para dar um gás suficiente para durar todo o ano seguinte).

Apesar de o senhor Dias falar com emoção. (Às vezes chega às lágrimas.) Mostrar slides elaborados com esmero, acompanhado de fundo musical. Introduzir atrações que podem variar desde "as rainhas do rebolado" (para ilustrar o significado da palavra "flexibilidade") até o palestrante que está na crista da onda ou um mágico que ensina como reter a atenção da platéia.

O senhor Dias diz que, agindo assim, está investindo em motivação. Então porque suas promessas não alcançam mais crédito junto aos seus comandados?

Porque, durante o ano, qualquer sinal isolado do mercado é assumido como grande oportunidade atrás da qual todos são incentivados a sair correndo como se fosse a salvação da safra; ou é visto como o grande risco diante do qual todos devem participar dos rituais do "salve-se quem puder", cortando gastos sem critério, mesmo implicando na descontinuidade de projetos de melhoria de seus processos de produção, logística, marketing e vendas.

Assim, mudando de rumo ao sabor de qualquer aragenzinha, ninguém consegue estabelecer foco e organizar dados para identificar tendências. A empresa sem projeto não tem futuro porque todos os anos são cópias dos anos anteriores, com agitação e pressões que não cultivam a maturidade. Seus processos de transformação, medição, controle e gestão envelhecem, tornam-se caquéticos, com o coronelismo cultural gritando clichês como se fossem "orientações estruturadas", num ambiente colonial de "casa grande & senzala" onde os culpados são sempre os mesmos.

Poucos aprendem alguma coisa de útil para sua formação. Os que conseguem só alimentam a esperança de encontrar um outro emprego. Mas como mudar uma situação deste tipo?!

Trocando as promessas e ameaças por projetos estruturados que são colocados em prática, mesmo que sejam modestos e não provoquem grandes excitações, mas orientem as ações de cada dia para um alvo maior, em função do qual as avaliações poderão ser feitas.

Só planejando, agindo e avaliando de maneira estável as empresas amadurecem através do amadurecimento de seus gestores e profissionais, cuja atuação consequente e coerente propicia a manutenção de relações saudáveis com clientes e fornecedores, todos os dias de todos os anos, porque se promove a sintonia, a afinação dos instrumentos e a execução da música com base numa partitura única, conhecida de todos.

E o que é necessário para que isto aconteça? Antes de mais nada, é necessário que o senhor Dias se convença de que é imprescindível melhorar o sistema de gestão de sua empresa.

O autoconvencimento pode ocorrer antes do "complexo de Midas" se transformar em "síndrome de Sadim". Todos já conhecem a estória de Midas, aquele cujo toque transformava qualquer coisa em ouro. Sadim é simplesmente Midas ao contrário, uma forma como os profissionais de desenvolvimento organizacional identificam aquele que, sem uma visão integral do sistema, define aspectos específicos de um processo e cria uma colcha de retalhos, uma fábrica de perdas. Ou seja, transforma ouro em lixo.

Neste primeiro caso, o medo de perder é o principal ingrediente. Mas a vontade de ganhar mais ou melhor também pode despertar o interesse.

Fora o "medo de perder" e a "vontade de ganhar", há quem diga que existe um tal de "insight" ou uma tal de "inspiração". De qualquer forma, é importante lembrar que depois de se convencer, o empresário precisa convencer e persuadir os outros a participar do trabalho de planejamento e da execução do plano. Ou seja, a acreditar que agora o convite ao envolvimento é digno de crédito.

Fonte: Administradores

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

As cinco principais tendências tecnológicas no Brasil em 2010


O reaquecimento da economia deve aumentar os investimentos em TI realizados pelas empresas localizadas no Brasil ao longo do próximo ano. A constatação faz parte do estudo IDC Worldwide Black Book, o qual prevê que o setor deve movimentar 29 bilhões de dólares no mundo em 2010, acima dos 27 bilhões de dólares que deverão ser aplicados até o final de 2009 - excluindo gastos com telecomunicações, Business Process Outsourcing (BPO) e offshore.

Os bancos continuarão puxando os gastos com TI em 2010, embora outras áreas devam apostar na modernização do parque para recuperar o espaço perdido no período da crise, como o caso indústria de manufatura e de siderurgia. O setor de construção civil também deve dar sua parcela de contribuição, já que terá de ampliar estradas e rodovias para preparar o País para a Copa do Mundo e a Olímpiada, nos próximos anos.

O analista para o mercado corporativo da consultoria IDC, Reinaldo Roveri, afirma que uma das palavras de ordem para o próximo ano será “otimizar”. Ou seja,  as companhias continuarão correndo em busca de tecnologias para reduzir custos de suas operações. Parte dessa lição de casa foi feita em 2009 quando a crise apertou, mas ainda sobraram gorduras por causa da complexidade da infraestrutura e também porque as empresas não tinham ferramentas para saber o que poderia ser eliminado.

As previsões para 2009 são de que haverá uma preocupação das organizações com projetos de governança com a meta de entender melhor o ambiente de TI. Elas vão precisar de mais ferramentas de gestão de riscos que mostrem onde precisam aprimorar a segurança e os controles. Veja a seguir as áreas que vão consumir investimentos em 2010:

1- Business Analitycs (BA)
Nos últimos anos as empresas investiram em sistemas de gestão (do inglês, Enterprise Resource Planning, ou ERP), e de relacionamento com clientes (do inglês, Customer Relationship Management, ou CRM) e Business Intelligence (BI) e outras aplicações de negócios que geram montanhas de dados e a complexidade dos sistemas dificulta a busca de informações rapidamente para a tomada de decisão. O uso do BI nem sempre é efetivo. "Muitos usam BI somente para visualizar métricas e desempenho dos negócios", diz Roveri.

O analista da IDC constata que o ambiente das empresas está mais dinâmico e exigindo informações online. Com essa necessidade, elas terão de buscar ferramentas de análise de dados (Business Analitycs, ou BA) para dar inteligência ao negócio e que funcionem integradas a outros sistemas. Para ser efetiva, Roveri diz que essa tecnologia tem que analisar não apenas o passado e o presente, mas ser capaz de projetar o futuro.

2- Redes Sociais
Uma outra tendência para 2010 é o uso das redes sociais no ambiente corporativo para trazer para as áreas de negócios informações dos clientes e da concorrência, que muitas vezes ficam na cabeça dos funcionários e não são compartilhadas. Assim os vendedores que estão na rua podem postar no Twitter novidades que descobrirem. O BA se encarregará de fazer análises inteligentes e competitivas das informações atualizadas constantemente pelas ferramentas de colaboração.

Roveri diz que as empresas podem usar Orkut, Facebook, Twitter e CW Connect outros serviços para levantar informações importantes para o negócio. Mas para que os funcionários sejam estimulados a usar essas ferramentas para trabalho será necessário criar cultura. Muitos já utilizam esses serviços para atualizar perfil pessoal.

3 e 4- Virtualização e cloud computing
Em 2010, os temas cloud computing, virtualização e TI verde continuarão na agenda dos executivos e vão exigir novos investimentos em infraestrutura. As empresas deverão ir às compras em busca de equipamentos mais modernos para fazer integração de sistemas.

“Não veremos tanta troca de hardware como no passado porque agora as compras são mais conscientes”, diz Roveri. A infraestrutura será atualizada com equipamentos que consomem menos energia e estão preparados para virtualização. Com essa exigência, o analista espera uma procura maior pro servidores blade, que são os que ocupam menos espaço.

5- Integração de CRM
Há muitos anos as empresas vêm investindo em soluções de CRM, mas nem todas estão extraindo toda a potencialidade dessas ferramentas. O consultor da A.T.Kearney, Antonio Almeida, observa que muitas companhias implantaram essas tecnologias somente internamente, sem integração com outras áreas.

Almeida prevê que em 2010 haverá mais investimentos das empresas em CRM tanto para integração interna quanto para uso externo pelos vendedores. Eles vão acessar a aplicação por dispositivos móveis. Entretanto, o modelo de compra dessa aplicação será como serviço.

Fonte: CIO

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pequenos grandes negócios




Por Carlos Hilsdorf

 

Quando o gestor de uma pequena e média empresa lê um livro sobre negócios ou participa de uma palestra ou de um seminário aberto, fica com a sensação de que o conteúdo só é relevante e aplicável para empresas grandes que dispõem de muito capital para implantar as ações sugeridas. Esta é uma ilusão que precisamos vencer.

É verdade que a maioria dos Best Sellers de negócios trata de cases de grandes empresas, mas não é verdade que o conhecimento contido neles não é aplicável aos pequenos negócios. Vejamos:

Se você administra uma pequena empresa, não possuirá um departamento de marketing, um departamento de vendas, um departamento de RH, um departamento financeiro, etc. Mas você precisa de pessoas que cuidem do marketing, cuidem das vendas, cuidem do RH e cuidem do financeiro.

Assim a primeira regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: Transforme o que são estratégias dos departamentos de uma grande empresa em AÇÕES para a pequena empresa.

Não importa que você não tenha um departamento de marketing, mas é fundamental que você possua ações que serão responsáveis pelo êxito da sua comunicação e posicionamento no mercado (como o mercado enxerga a sua empresa). Tudo bem que você não tenha um departamento de RH, mas você precisa ter ações de RH, pois são elas que vão estabelecer um relacionamento de qualidade entre a empresa e seus funcionários (talentos).

Transforme o que seriam atribuições de um departamento de uma grande empresa em ações atribuídas a uma pessoa (mesmo que seja somente você) na sua empresa. Planeje suas ações. Isso significa estabelecer: o que fazer, como fazer e quando fazer. Pergunte-se no início do mês o que eu vou fazer (quais as ações) para melhorar meu marketing, minhas vendas, meu RH e meu financeiro neste mês. Estabeleça prioridades e… FAÇA!

O Planejamento sozinho não faz nada pela sua empresa. Ele depende de suas atitudes efetivas para concretizá-lo no dia-a-dia da empresa.

Outra ilusão muito comum quando as pequenas empresas se comparam com as grandes consiste em dizer que as pequenas não possuem verba para fazer o que as grandes fazem, consideradas as proporções. Isso não é verdade, a frase correta seria: Não temos tanta disponibilidade de verba quanto elas para fazer o que elas fazem. E, em geral, as pequenas e médias empresas se esquecem de destinar parte do lucro para ser reinvestido no negócio em ações específicas para cada área que mencionamos.

Se você não dedica uma verba para marketing e RH, apenas para citar dois exemplos, na sua empresa (independentemente do seu tamanho) está investindo primeiro no seu concorrente e, segundo, em problemas futuros! Assim a segunda regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: Não importa o tamanho do seu fôlego financeiro, encontre ações compatíveis com ele.

Ao invés de reclamar que você não pode investir tanto quanto uma grande empresa, dedique-se a investir o quanto você efetivamente pode. O que não podemos fazer não deve jamais ser desculpa para não fazer aquilo que podemos e devemos fazer!

Estabeleça ações de acordo com o seu fôlego, mas não deixe de agir. Se você não pode fazer uma convenção para seus funcionários, faça reuniões produtivas com eles. Se não puder oferecer um jantar fino para as pessoas mais importantes no seu negócio, ofereça uma confraternização, programe uma pizzaria… Ofereça sempre o melhor que as condições permitirem.

Na vida, mais importante do que as coisas que você faz é como você faz as coisas! Adapte sua verba, seja criativo, não deixe de realizar as ações fundamentais em cada área do seu negócio! Não se esconda atrás de desculpas nobres que sempre escondem atitudes pobres… Seja rico em atitudes!

A terceira regra para aproveitar os conhecimentos e as estratégias de sucesso oriundas das grandes empresas é: As melhores empresas estão continuamente focadas em crescer e se aperfeiçoar!

Faça do princípio número um da qualidade total "Todo trabalho pode e deve ser aperfeiçoado" o lema da sua empresa. Acorde a cada manhã com olhos de aperfeiçoamento, mantenha-se interessado e entusiasmado com o seu trabalho e com as pessoas que ajudam a torná-lo realidade. O tamanho do seu negócio não é o tamanho do seu lucro ou do seu fôlego financeiro. O tamanho do seu negócio é o tamanho da sua capacidade de empreender, agir, ousar e manter-se focado na melhoria contínua.

A função de um empresário e de uma empresária é construir a melhor versão possível de futuro para o negócio. Dedique-se a construir um futuro sempre melhor. Uma empresa nunca será maior que seu administrador, dedique-se a crescer sempre como pessoa e como profissional. A vida, o mundo e todos a quem você ama aguardam ansiosamente pelas suas próximas conquistas e realizações. Dedique-se!

O futuro pertence aos melhores, esteja entre eles!

Fonte: Artigos.biz

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Como estabelecer metas coerentes


Por Carlos Hilsdorf

Homens e mulheres de negócios precisam de metas claras para estabelecer uma estratégia vencedora. A estratégia é mais importante que a técnica. Prefiro um vendedor estratégico a um vendedor extremamente técnico; prefiro um gerente estrategista a um mestre nas técnicas de gerenciar; prefiro um empresário apaixonado por estratégia a um PHD em administração profundamente técnico.

Priorize a estratégia e invista em seu crescimento técnico como um meio de facilitar a implementação de sua estratégia, nunca como um fim em si mesmo. Uma estratégia eficaz precisa de metas claras e coerentes. Vejamos dez dicas sobre como estabelecê-las:

1 - As metas devem ser específicas e mensuráveis. Ao invés de dizer "queremos crescer no mercado", estabeleça: “devemos crescer 8% no mercado, durante o primeiro semestre”.

2 - As metas devem ser ousadas, mas atingíveis. Metas irreais causam efeito contrário em sua equipe e faz com que as pessoas já comecem a ação desmotivadas.

3 - O estabelecimento das metas deve ser um processo participativo. Quando as pessoas participam do estabelecimento das metas, tornam-se muito mais comprometidas e motivadas.

4 - As metas de equipes precisam estar nitidamente vinculadas e sincronizadas com as metas da organização.

5 - As metas individuais devem ser vinculadas às metas da equipe. Assim, você evita os preciosismos e o individualismo.

6 - As metas devem contemplar os fatores críticos de sucesso: recursos, competências, pertinência das pessoas, padrões de desempenho, condições do mercado, aspectos comportamentais, ações da concorrência, etc.

7 - As metas estabelecidas devem reforçar-se mutuamente: o atingimento de uma meta não deve implicar prejuízo para outra, salvo exceções estratégicas momentâneas de priorização.

8 - As metas não podem tratar apenas dos fins. Cada proposta deve vir acompanhada da análise e planejamento dos meios necessários para atingi-las.

9 - Jamais podemos esquecer que auto-desenvolvimento e auto-superação estão na base do êxito de quaisquer metas estabelecidas. Desconsiderar este fator equivale a nos condenar ao não atingimento das metas.

10 - As metas devem ser materializadas e compartilhadas de forma documental (seja por meios eletrônicos ou materiais) com todos os envolvidos. O estabelecimento de um documento e de um pacto formal entre os envolvidos é de fundamental importância. Sem ele, metas são apenas idéias!

Como nossas metas contemplam nossos anseios em um mercado altamente competitivo; é natural que elas nasçam do encontro entre nossas decisões e objetivos estratégicos, levando em consideração a análise das ações realizadas pela concorrência.

Vejamos dez perguntas para estabelecer metas considerando a concorrência:

   1. Quais são os meus concorrentes?
   2. Como eles financiam o seu negócio?
   3. Qual é o tamanho de suas equipes?
   4. O­nde eles estão localizados? Como e o­nde eles comercializam seus produtos e serviços?
   5. Como eles se relacionam com seus clientes?
   6. Qual a participação deles no mercado?
   7. Quais são as suas estratégias de preço?
   8. Quais são as suas maiores forças? Podemos igualá-las ou superá-las?
   9. Quais são suas principais fraquezas? Como podemos utilizá-las em nosso favor?
  10. Quais serão as suas possíveis reações frente ao nosso crescimento?


Em negócios, conhecimento não pode ser estocado, precisa ser utilizado através de Atitudes Vencedoras que nos conduzam a assumir o lugar que nos compete em um mundo repleto de oportunidades, mas carente de atitudes. Comece imediatamente a viabilizar as maneiras de utilizar estas dicas no seu negócio e em sua carreira. Sucesso é o que acontece aos competentes, enquanto os outros esperam para ver o que vai acontecer!

Fonte: O Gerente